terça-feira, 10 de novembro de 2015

Entrevista

A minha mãe chama-se Maria Fernanda dos Santos Paiva Martins , nasceu a 3 de Junho de 1962.
Frequentou a escola do 1º ao 4º ano , pois teve de ir trabalhar muito cedo . A primeira ocupação dela foi servir às mesas num café muito conhecido na altura no qual trabalhou quatro anos. Neste momento, trabalha na "Ibersifa" uma impressa ligada ao banco.
Casou-se no dia 10 de outubro de 1983 com João David da Silva Martins , tem três filhos , um rapaz e duas raparigas , o rapaz nascido a 16 de julho de 1986 , a rapariga a 26 de novembro de 1992 e eu a 11 de novembro de 2001 , todos frutos desse casamento.

- Mãe , naquele tempo conseguias ir a escola frequentemente ?
- Claro , porque era uma prioridade nossa , era necessário comparecer.

- Qual era a disciplina que menos gostavas ?
- Matemática , até hoje nunca compreendi muito .

- De quanto tempo eram as tuas aulas ?
- Eram de 45 minutos , o dia todo.

- Naquele tempo existiam faltas disciplinares ?
- Naquele tempo existiam eram umas boas reguadas ( risos ) ! Já cheguei a ir de sala em sala , com um papel nas costas a dizer " Eu sou burra " ... era horrível mesmo!

- Depois das aulas ias para casa ?
- Tinha como obrigação ir para casa ajudar a minha mãe em tudo , depois das aulas.

- Qual foi o pior momento da tua vida ?
- Foi acabar a escola , quem me dera não ter acabado tão cedo ( suspiro ) .


Entrevista de Diana Filipa dos Santos Martins



terça-feira, 3 de novembro de 2015

Entrevista



Uma Viagem

De Volta ao Passado

Olita Sarmento licenciou-se em desporto em 1994, na Escola Superior de Educação de Viana do Castelo, mas já na altura dava aulas de natação na escola desportiva da cidade. Desde pequena que teve um grande fascínio pelo desporto o que fez com que nunca tivesse dúvidas na escolha da sua profissão. De atleta de basquetebol a empresária de um ginásio, nunca deixou de querer trabalhar com crianças e, por isso, permanece no ensino.

·        Entrevista de: Ana Raquel

Mãe, sei que tiveste uma infância nómada. De todas as cidades onde estudaste qual foi a que gostaste mais e porque?
-Póvoa do Varzim, sem dúvida nenhuma. Adorei a escola porque tinha ótimas amigas, o que fazia com que eu quisesse ir para lá todos os dias. Ia a pé para a escola com segurança e tudo era perto de casa, pois antes tinha vindo de Lisboa onde tudo era grande e distante.
Como eras como aluna?
-Bem… Ah… O desporto estava sempre em primeiro lugar, logo eu...só gostava das disciplinas da área cientifica. As línguas ficavam para trás assim como história.

Durante o teu percurso académico, tiveste algum professor que te marcou?
-Sim. No 9º ano, no Liceu Garcia da Orta, no Porto, o professor Gouveia (risos)… o meu professor de desporto, meu mentor, um homem rude, exigente mas um excelente professor, antigo jogador de andebol no Futebol Clube do Porto.
Como eu queria uma boa nota, fazia tudo para o agradar e me sentir feliz.
Nas tuas deslocações para a escola, lembras-te de algum episódio engraçado ou alguma situação embaraçosa?
-Sim, muitas (risos)... Adorava andar de elétrico (descia a Avenida da boa vista) e também no autocarro 78 de dois lugares. Ver as pessoas a cair quando o autocarro parava ... Lembro-me perfeitamente de uma situação em que vi um acidente entre dois carros e um dos condutores era uma senhora já de idade que com embate na traseira do carro fez com que lhe saltasse a peruca (muitos risos).

Na tua altura não havia computadores, como fazias para obter informações e fazer os trabalhos?
-Em termos de informação, havia uma biblioteca andante que andava de cidade em cidade, de quinze em quinze dias, e os livros que eram requisitados ficavam registados num cartão tipo passe. Quanto aos trabalhos, eram realizados na máquina de escrever ou à mão.

Para finalizar a nossa entrevista gostaria de te perguntar se ainda mantens contacto com algum dos teus colegas?
-Mantenho e com a chegada do facebook pude reencontrar ainda mais.

Muito obrigada por esta entrevista e pelo teu tempo.

28/10/2015