Uma Viagem
De Volta ao Passado
Olita
Sarmento licenciou-se em desporto em 1994, na Escola Superior de Educação de
Viana do Castelo, mas já na altura dava aulas de natação na escola desportiva da
cidade. Desde pequena que teve um grande fascínio pelo desporto o que fez com
que nunca tivesse dúvidas na escolha da sua profissão. De atleta de basquetebol
a empresária de um ginásio, nunca deixou de querer trabalhar com crianças e, por
isso, permanece no ensino.
·
Entrevista
de:
Ana Raquel
Mãe, sei que tiveste uma
infância nómada. De todas as cidades onde estudaste qual foi a que gostaste
mais e porque?
-Póvoa
do Varzim, sem dúvida nenhuma. Adorei a escola porque tinha ótimas amigas, o
que fazia com que eu quisesse ir para lá todos os dias. Ia a pé para a escola
com segurança e tudo era perto de casa, pois antes tinha vindo de Lisboa onde
tudo era grande e distante.
Como eras como aluna?
-Bem…
Ah… O desporto estava sempre em primeiro lugar, logo eu...só gostava das
disciplinas da área cientifica. As línguas ficavam para trás assim como
história.
Durante
o teu percurso académico, tiveste algum professor que te marcou?
-Sim.
No 9º ano, no Liceu Garcia da Orta, no Porto, o professor Gouveia (risos)… o meu
professor de desporto, meu mentor, um homem rude, exigente mas um excelente
professor, antigo jogador de andebol no Futebol Clube do Porto.
Como eu queria uma boa nota, fazia tudo para o agradar e me sentir feliz.
Como eu queria uma boa nota, fazia tudo para o agradar e me sentir feliz.
Nas tuas deslocações para a
escola, lembras-te de algum episódio engraçado ou alguma situação embaraçosa?
-Sim,
muitas (risos)... Adorava andar de elétrico (descia a Avenida da boa vista) e
também no autocarro 78 de dois lugares. Ver as pessoas a cair quando o
autocarro parava ... Lembro-me perfeitamente de uma situação em que vi um acidente
entre dois carros e um dos condutores era uma senhora já de idade que com
embate na traseira do carro fez com que lhe saltasse a peruca (muitos risos).
Na tua altura não havia
computadores, como fazias para obter informações e fazer os trabalhos?
-Em
termos de informação, havia uma biblioteca andante que andava de cidade em
cidade, de quinze em quinze dias, e os livros que eram requisitados ficavam
registados num cartão tipo passe. Quanto aos trabalhos, eram realizados na
máquina de escrever ou à mão.
Para finalizar a nossa
entrevista gostaria de te perguntar se ainda mantens contacto com algum dos
teus colegas?
-Mantenho
e com a chegada do facebook pude reencontrar ainda mais.
Muito
obrigada por esta entrevista e pelo teu tempo.
28/10/2015

Sem comentários:
Enviar um comentário